2.10.12

relato: maratona de Foz do Iguaçu 2012


 A temida maratona de Foz...
e pude comprovar realmente tudo o q já tinha lido e ouvida falar a respeito...
organização do SESC foi excelente, hidratação perfeita a cada 3km, estrutura ótima...

e principalmente... que é uma prova dura!
muito dura!!

cheio de subidas e descidas, não é pra qualquer um...

uma pena ter poucos participantes, mas penso também, que se a prova fosse maior, mais motoristas estressados haveriam no percurso... é melhor assim...

O SESC não visa o lucro, mas promoção da Saúde e do Esporte... 

fui na boa, fiz em 3h39min, não quebrei, não parei, e durante a maratona só pensava numa coisa...
em terminá-la bem... hehehe

vamos seguir em frente, em 2013 tem mais!!











5.9.12

funciona?

Efeitos de bebidas esportivas são questionados em artigos científicos

Uma série de artigos publicada na revista científica "British Medical Journal" questiona a necessidade de ingerir bebidas como Gatorade e Powerade durante exercícios físicos. A bomba dividiu especialistas e causou reações na indústria.
'Há evidências científicas dos benefícios de isotônicos', diz fabricante
'Necessidade de tomar muito líquido é mito novo', diz nefrologista
Com o título "The Truth About Sports Drinks" (a verdade sobre bebidas esportivas), um dos textos afirma que "a ciência da hidratação" é uma criação da indústria e que as principais pesquisas que embasaram o consumo de isotônicos nas últimas décadas foram pagas pelas próprias fabricantes.

"As pessoas são bombardeadas com mensagens sobre o que deveriam beber durante o exercício. Mas esses dogmas são novos", diz o artigo, escrito pela editora de pesquisas da revista, Deborah Cohen, médica. "A indústria patrocinou cientistas, que aconselharam organizações esportivas, que elaboraram diretrizes [...] e espalharam os perigos da desidratação", continua o texto.
O "British Medical Journal" analisou 170 pesquisas durante quatro meses. "Não são estudos de boa qualidade. Quando a pesquisa é financiada, é preciso estar ciente de que resultados negativos não são publicados", disse Cohen à Folha.
Em resposta, a Associação Americana de Bebidas divulgou um comunicado argumentando que o patrocínio não invalida o mérito científico dos estudos.
Já o Colégio Americano de Medicina do Esporte, que tem diretrizes de hidratação seguidas pelo mundo todo, afirmou que vai analisar melhor as provas científicas no futuro.
Bebidas isotônicas são feitas de água, sais minerais e carboidratos. Criadas na década de 1960, puxam um mercado mundial que só cresce.
O Brasil bebeu 75,4 mil litros desses produtos em 2011: um crescimento de 29% em relação a 2009 e de 9% em relação a 2010, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas.

SEM DIFERENÇA
Há pouco consenso na "ciência da hidratação". Uma parte dos especialistas diz que as bebidas esportivas são absorvidas mais rapidamente do que a água pelo organismo --graças à fórmula que mescla carboidratos e minerais imitando as concentrações presentes no sangue.
Para outra parte, não há diferença ou é até pior."A absorção demora quase a mesma coisa", diz Mirtes Stancanelli, nutricionista do esporte e pesquisadora da Unicamp. Para Debora Cohen, isso "não faz muita diferença".
Numa coisa todos concordam: o consumo de isotônico é indicado durante a prática esportiva ou depois --não a qualquer hora e a qualquer um. "Não substitui a água", afirma Heloisa Guarita, presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva.
A bebida tem a metade das calorias de um refrigerante e quantidades significativas de sódio. Por isso, deve ser evitada por quem tem hipertensão, segundo Arnaldo José Hernandez, chefe do grupo de medicina do esporte do Hospital das Clínicas de SP.
Durante a atividade física, o isotônico pode ser bom se houver perda de minerais por meio do suor ou se for preciso repor carboidratos. Aí é fonte de energia e pode melhorar o desempenho. Mas muitos dizem que, na maioria dos casos, água e alimentação certa dão conta.
"Às vezes é necessário, como em provas de 'iron man' que duram horas", diz Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Mas, para a academia de todo dia, não. "O consumo é indicado a partir de uma hora de exercício com sudorese intensa."
Para o educador físico João Bouzas Marins, professor da Universidade Federal de Viçosa, a ideia de repor minerais perdidos no suor é exagero. "Consumimos muito sódio na dieta. A probabilidade de dar problema por falta de sódio é mínima."
Mas Marins reconhece que o carboidrato presente na bebida é útil para dar energia a partir de uma hora de exercício. "Em atividades longas existe risco de hipoglicemia."

QUANTO BEBER
A falta de consenso científico atinge também a ingestão de água durante a atividade física.
"Há risco de desidratação, mas também há risco de hiper-hidratação, quando há a diluição exagerada dos minerais do corpo", diz Souza.
Por conta disso, alguns defendem a ingestão do líquido apenas quando se está com sede. "Se não há sede, não há necessidade de beber. Não parece lógico para um sistema testado exaustivamente na natureza?", questiona Luiz Oswaldo Rodrigues, fisiologista do esporte da Universidade Federal de Minas Gerais.
Já os adeptos da hidratação preventiva argumentam que a sede é indício de desidratação, ainda que leve. "Perdemos água o tempo todo e não temos um reservatório. Isso é potencializado no exercício. É importante se hidratar antes da sede", defende Heloisa Guarita.
A recomendação da nutricionista é beber até 250 ml 20 minutos antes da atividade física e, em média, 250 ml a cada 20 minutos de prática.
Já para Turíbio Leite de Barros, fisiologista do exercício da Unifesp, o ideal é ingerir o que é perdido. Isso pode ser calculado se o praticante se pesar antes e depois do exercício. "A taxa de sudorese varia muito de pessoa para pessoa. Se ela perde, em média, um quilo, pode dividir a ingestão de um litro de água durante a prática do exercício."


Editoria de Arte/Folhapress

21.8.12

TAF - concurso para Oficial - Dentista PM-SC

Numa tarde ensolarada em Floripa, realizei minha primeira prova física de um concurso público. Era para o cargo de Oficial - Dentista para PM de SC...
até que mandei bem!


13.8.12

Beterraba



Benefícios
Os benefícios da beterraba são tão grandes e variados que é difícil saber por onde começar. Tem uma importante acção de depuração e de fortalecimento do sistema imunitário, estendendo-se os seus efeitos benéficos a todo o organismo.
O seu elevado conteúdo de antioxidantes é útil no combate às infecções. Tem uma acção profunda na estimulação da circulação e na produção de glóbulos vermelhos, limpando e purificando o sangue, o que lhe permite transportar os nutrientes por todo o corpo e combater a anemia.
Na Europa de Leste, as suas propriedades de limpeza do sangue são de tal modo respeitadas que é usada no tratamento da leucemia. O teor de ferro e de açúcar da beterraba fortalece e dá energia, estimulando a memória e a concentração.
Apesar de doce, é muito pouco calórica e rica em hidratos de carbono, bem como em vitaminas e minerais essenciais – betacaroteno (que o organismo transforma em vitamina A), vitaminas B6 e C, ácido fólico, manganés, ferro, potássio e fósforo.

Órgãos vitais
A beterraba protege muitos dos nossos órgãos vitais. Reforça o funcionamento dos rins, vesícula biliar e fígado e combate a formação de cálculos renais. É um anti-inflamatório natural, ajudando a atenuar as reacções alérgicas.
Dada a sua acção sobre o sangue, a beterraba pode ser muito útil no alívio de problemas ligados à menstruação, como a anemia causada por períodos abundantes, ou como regulador do ciclo menstrual. Pode também ajudar a reduzir os problemas provocados pela menopausa.
A beterraba contém antioxidantes importantes que previnem a doença. Fortalece ainda o sistema linfático - a primeira linha de defesa do organismo contra a doença -, sobretudo se ingerida em sumo.

Escolher, guardar e usar
Escolha beterrabas firmes, vermelho-púrpura a pele inteira, de preferência as de cultura biológica ainda com a rama. Verifique a sua frescura pelas folhas, que deverão ser verdes.
Pode incluir a beterraba em diversos pratos; normalmente, serve-se cozinhada, mas pode também ser consumida crua em saladas, ralada ou em rodelas finas. É muito utilizada na cozinha do leste europeu.
O sumo de beterraba é altamente fortificante e, se o misturar com cenoura, espinafres e couve, obterá um cocktail extraordinariamente saudável. Muitas pessoas que não gostam de comer beterraba apreciam o seu sumo adocicado, sobretudo quando misturado com o de outros legumes mais apimentados ou amargos. Inclua a rama no sumo, pois esta contém outros nutrientes. A única desvantagem conhecida da beterraba é manchar a roupa. Tome cuidado.

Benefícios
- Elimina as toxinas
- Fortalece os sistemas imunitário e circulatório
- Fortalece o sangue e combate a anemia
- Combate infecções. Inflamações e cálculos renais
- Fornece energia e dá equilíbrio

por: seleções

9.8.12

pizza


Pizza na noite antes da corrida?

Feita de maneira apropriada, a pizza pode ser uma boa opção para a noite antes da prova. Veja como.

 
*Por Priscila di Ciero

Pode parecer estranho, mas a pizza pode ser um prato nutritivo, e até fazer parte de um cardápio balanceado, inclusive dos que correm. Na noite anterior à corrida, recomenda-se que a ingestão de carboidratos seja um pouco maior, isso para que os estoques de glicogênio saiam a todo vapor para a corrida na manhã seguinte. E a pizza é feita de trigo, que é fonte de carboidratos.
Adicionar molho de tomate, que contém algumas vitaminas e minerais, pode ser muito bom também, além de ter licopeno, um excelente antioxidante. Feita em casa, essa pizza pode agregar mais fibras, melhorando a digestão e saciando muito mais com menos pedaços.
Antes das provas, vale sempre a escolha de ingredientes mais leves. Então, recomendo que sejam esquecidas aquelas de quatro ou mais queijos, calabreza, com catupiry e as doces. As mais simples sempre serão as melhores nesses casos. Outro problema é acrescentar alimentos que contenham muito sal, pois causam retenção de líquidos (como pizzas de aliche ou com alcaparras), e nada de acompanhar com refrigerantes. Se o suco de fruta do jantar faz parte de sua dieta, você pode tomar nessa refeição, desde que seja natural ou em polpa, aproveitando bem as vitaminas que ele tem pra te oferecer.
Confira abaixo alguns benefícios de ingredientes básicos da pizza que podem fazer parte de coberturas deliciosas:
- Tomates: in natura ou em forma de molho, o tomate mantém as suas propriedades benéficas. Eles são ricos em ferro, fósforo, potássio e magnésio, além de conter boas fontes de vitaminas A, B e C, que são importantes para a saúde da pele, da visão e do sistema nervoso. O alimento ainda é rico em licopeno, uma substância antioxidante, que combate os radicais livres, retardando o envelhecimento precoce, melhorando o sistema imunológico e prevenindo alguns tipos de câncer. E o melhor, o alimento possui baixo valor calórico;
- Mussarela: além de ser uma ótima fonte de proteínas, este alimento também contem boa quantidade de cálcio, que é importante para a manutenção dos ossos, e ainda fósforo e potássio;
- Cebola: este alimento tem poderes anti-inflamatórios no organismo. Além disso, a cebola contém vitaminas e sais minerais como iodo, sódio, magnésio, fósforo, ferro e cálcio, e substâncias que combatem o colesterol;
- Abobrinha: de baixo valor calórico, é rica em niacina e fonte de vitaminas do complexo B e vitamina A. Além de conter potássio, fósforo, cálcio, sódio e magnésio;
- Berinjela: este alimento é rico em fibras e contêm magnésio, zinco, potássio, cálcio, ferro e fósforo. Além das vitaminas A, B1, B2 e C. A berinjela tem propriedades que auxiliam na redução do colesterol;
- Cogumelos (Porcini, Shitake, Paris): de baixas calorias e ótimas fontes de proteína, eles ainda são ricos em fósforo, vitaminas do complexo B, ácido fólico e fibras;
- Coração de alcachofra: contém vitaminas do complexo B, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. Ainda possui efeito diurético, combate a absorção de lipídios e ainda possui propriedades antioxidantes;
Evite comer muito tarde, procure focar na recuperação já que uma boa noite de sono ajuda demais na pratica da atividade física no dia seguinte, melhorando foco e evitando lesões.

Sugestão de receita:
Minha pizza feita em casa leva batata na massa, mas pode ser feita com mandioca, mandioquinha, ou uma mistura entre elas. Recomendo mais carboidratos em forma de tubérculo e menos trigo, já que algumas pessoas relatam maior fermentação com esse alimento. Uma dica diferente e também gostosa é adicionar uma colher de sopa bem cheia de semente de gergelim à massa, para dar mais crocância e aumentar teor de fibras e os benefícios do ômega 3 e 6 presentes no alimento.
Combino mussarela, queijo prato light ou mussarela de búfala, com molho de tomate caseiro e alguns legumes que possam ter sobrado na geladeira. Adiciono salada crua à parte pra acompanhar e pronto! Ótima sugestão para convidar os amigos corredores para comer em sua casa na véspera da prova de vocês. Leia a receita completa.

 por o2

8.8.12

odontologia esportiva


 Os esportistas exigem muito do seu físico e por isto devem ter maiores cuidados com sua saúde e a saúde bucal não pode ficar fora deste conjunto.
A Odontologia, ciência que promove a manutenção de todo sistema estomatognático, começa a desenvolver uma nova área do conhecimento com grandes chances de crescimento e expansão: a Odontologia Desportiva.
Recente, ainda pouco conhecida e divulgada a Odontologia Desportiva não é uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia e não é matéria oferecida na graduação, existindo apenas aulas e palestras extra-curriculares.
É uma área de atuação da Odontologia ligada à Educação Física que se propõe a oferecer aos atletas, profissionais ou não, cirurgiões dentistas com uma visão esportiva a fim de melhorar os seus rendimentos através da manutenção da saúde oral e prevenindo e/ou tratando possíveis lesões decorrentes das atividades esportivas.
Sua atuação se dá em clubes, academias, federações e confederações esportivas, trabalhando em conjunto com a medicina esportiva, fisioterapia, educação física, nutrição, fonoaudiologia, psicologia esportiva e outras áreas ligadas ao esporte.
Quem pratica esportes deve ter condições físicas adequadas para competir sem riscos ou diminuição do rendimento físico.
Entre outros objetivos da Odontologia Desportiva está garantir uma excelente saúde bucal ao desportista, detectando fatores prejudiciais a ele, como: respiração bucal, posicionamento dos dentes inadequados e administração de medicamentos com substâncias que possam causar doping positivo.

O rendimento de um atleta pode diminuir por vários motivos, entre outros, estão:
bullet Má oclusão - o que gera problemas de mastigação, podendo prejudicar a absorção dos nutrientes, assim como pode provocar desequilíbrios musculares e problemas na articulação têmporo-mandibular.
bullet Dor e desconforto - que são suficientes para prejudicar o desempenho e a concentração. Uma simples dor de dente pode fazer a diferença em um prova decisiva.
bullet Foco infeccioso na boca - o que representa o comprometimento da saúde dos dentes (um canal aberto significa 17% de queda no condicionamento) e/ou no periodonto (gengiva e tecidos de sustentação) e de outros órgãos do corpo, espalhando-se através da corrente sanguínea, provocando risco para o coração, lesões nas articulações e dificuldade de recuperação em lesões musculares.
bullet Respiração bucal - o que representa um atleta que pode ter um rendimento físico 21% menor se comparado com um que respira pelo nariz.
bullet Hábitos viciosos (roer unhas, ranger dentes) - abrasão e desequilíbrio.

Geralmente os atletas (profissionais ou amadores) são tratados de forma convencional, o que é um equívoco, porque o tratamento de um esportista, principalmente aquele que compete deve ser diferenciado de uma pessoa comum. Como exemplo: as restaurações devem ser analisadas e substituídas por material metálico ou resinoso segundo o impacto que determinado esporte pode ocasionar.
Atletas precisam deste tratamento diferenciado, com um profissional preparado, não somente durante o tratamento, mas na prevenção e tratamento de traumas. Além de ter o atendimento local e encaminhamento ao tratamento ambulatorial ou hospitalar quando necessário.
Estes profissionais buscam prevenir as fraturas dos ossos da face e dos dentes, bem como lesões de língua, lábios e bochechas e avulsões (arrancamentos).
Os traumas esportivos mais comuns são: fraturas de coroas em vários níveis, com ou sem comprometimento pulpar, lesões de tecidos moles e de tecidos de sustentação como concussão, subluxação extrusiva, luxação lateral, luxação intrusiva e avulsão.
Os traumas desportivos correspondem ao terceiro atendimento de traumas na face e chegam a ser um problema de saúde pública, pois podem levar a perda dental imediata (momento do acidente) ou mediata (no decorrer do tratamento ou anos após).
Esportes radicais (mountain bike, moto-cross, hockey inline, patins inline, skate, etc), artes marciais (judô, jiu-jitsu, katatê), lutas (greco-romana, sumô) e esportes de quadra (voleibol, handebol, futebol de salão, etc), são os que mais expõe os atletas a fraturas dentais. Nestes esportes o risco de sofrer contusões orofaciais durante a carreira variam de 33% a 56%, pois são esportes de contato e de grande competitividade.
Segundo a National Youth Sports Foundationm cerca de 5 milhões de dentes são perdidos por ano em atividades esportivas.
Segundo a ADA – American Dental Association, pelo menos 200 mil traumas são evitados devido as prevenção destes acidentes fazendo-se o uso de protetores bucais.
Os protetores funcionam como almofadas distribuindo as forças durante o golpe, prevenindo, assim, a laceração e equimose dos lábios e bochechas durante o impacto, protegendo as estruturas dentais e periodontais. Estes reduzem o número e a gravidade de danos as estruturas bucais causados por quedas e pancadas na região.
Segundo a Academia Americana de Odontologia Desportiva o uso deste aparelho diminui em até 80 % o risco de trauma dental. Cada desportista envolvido em um esporte de contato tem 10% de chance de desenvolver um acidente dental ou oral, sem o uso do protetor bucal personalizado e o risco de sofrer um ferimento nos dentes aumenta mais de 60 vezes. Sendo bem adaptado o protetor bucal não atrapalha a respiração do atleta, possibilitando uma fala fácil e a ingestão de líquidos sem que precise tirá-lo da boca.
Existem protetores bucais e placas de mordida que variam conforme o tipo de esporte. Eles são encontrados em lojas de materiais esportivos ou ainda melhores, podem ser confeccionados em consultório pelo cirurgião dentista de acordo com a necessidade de proteção do atleta.
Existem os seguintes tipos de protetores bucais:
bullet Ferve e morde, que são de silicone-termoplásticos (ferve e coloca na boca, o que pode ocasionar queimaduras) e são vendidos em lojas de artigos esportivos (tamanho único ou hoje já existe P,M e G). Durante a prática do esporte o atleta tem que ficar com a boca fechada para não cair, há uma falsa sensação de segurança e como não se adapta perfeitamente à boca, pode causar ferimentos.
bullet Personalizado, é uma placa de silicone, prensado sobre um modelo da arcada de gesso do atleta, bem mais sofisticado. Promove, mais conforto e maciez. Pode ser colorido ou transparente. Necessita de no mínimo duas consultas ao dentista: a primeira é para um exame clínico onde ocorre uma avaliação de suas condições bucais, tipo de mordida, se usa aparelho ortodôntico e outras informações, e para se fazer moldagem e escolher a cor.
A segunda é para a colocação (instalação do protetor) e ajustes, se necessário.
Os protetores bucais duram em média 01 ano, antes e após o uso devem ser lavados em água corrente e armazenados em estojos próprios.
Devem ser trocados nas crianças e adolescentes com certa regularidade (em período mais curto de tempo), devido ao crescimento ósseo ou sempre que o atleta apresentar mudanças significativas de peso.
É importante conscientizar o atleta que o uso do protetor bucal deve ser durante os treinamentos e competições e alertá-lo que haverá uma fase inicial onde seu rendimento poderá diminuir, mas que após a adaptação ele estará protegido e com seu desempenho normal.
Concluindo o trabalho do dentista na Odontologia Desportiva se faz no:
bullet Diagnóstico em saúde oral (exame clínico, anamnese, exames complementares) na busca de focos de infecçoões bucais (dentárias ou periodontais - que podem vir a diminuir a resistência do atleta); desordens musculares; diagnóstico de lesões bucais; identificar maloclusões; hábitos viciosos; promover a melhoria estética e auto-estima; etc.
bullet Atendimento emergencial, na busca de realizar intervenções imediatas a problemas de origem traumática.
bullet Atendimento preventivo, na busca de prevenir acidentes, desordens ou problemas bucais; educação de técnicas adequadas de escovação; indicação de controle do consumo de alimentos cariogênicos; aplicação de fluorterapia e outros métodos preventivos e promover o estímulo para a realização do auto-exame na busca pela prevenção do câncer bucal.
A Odontologia trabalha e evolui a cada dia para poder que oferecer o que há de melhor ao atleta e a todos que buscam a saúde e o bem estar com qualidade de vida. Espero que a esta área da Odontologia cresça na medida em que lhe é dada à devida importância.

Bibliografia:
  1. Odontologia Desportiva – Atendimento odontológico aos jogadores das seleções brasileiras de futebol – Araújo, C.S.; Comark, E.F.; em http://www.odontologia.com.br (09/12/2004).
  2. Odontologia Desportiva – Souza, E.R.; em http://www.acdssv.com.br (09/12/2004).
  3. Odontologia Desportiva; em http://www.querosaude.net/noticias (09/12/2004).
  4. Ocorrência de traumatismo dental e nível de esclarecimento e uso do protetor bucal em diferentes grupos de esportistas – Ferrari, C.H.; Jr. Simi, J.; Medeiros, J. M. F. de; em http://www.odontologia.com.br (09/12/2004).
  5. Odontologia Desportiva – para ter um sorriso campeão; Tassitani, C.; em http://plasticaebeleza.terra.com.br/35/odontologia/desportiva.htm (09/12/2004).
  6. Odontologia Desportiva em ação; Seixas; L.; em http://www.odontologia.com.br (09/12/2004).
  7. Atletas que tratam os dentes têm maior desempenho esportivo (09/12/2004).
  8. Odontologia desportiva e o desempenho dos atletas; Moura, A.P.F.; em http://www.hospitalar.com/opiniao/ (09/12/2004).
Érika Sequeira
erikaseq@telemedicina.fm.usp.br
Cirurgiã-dentista.
Especialista em Prótese Dental.
Pós-graduada em Geriatria e Gerontologia.
Coordenadora da Teleodontologia da Telemedicina da FMUSP

3.8.12

fascite plantar

Sabe aquela dorzinha no pé, na parte de baixo, na primeira pisada ao levantar da cama ou quando se passa algum tempo sentado? Ela começa como uma pequena pontada, mas se torna um grande incômodo. É a fasceíte plantar. Para saber mais sobre este problema, entrevistei a doutora Juliana Gama, fisioterapeuta graduada pela Universidade Paulista, com especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Carlos, e com formação completa no Método Pilates pela Salute Pilates Fisioterapia.

O que é a fascite plantar?
A fascite ou fasceíte plantar é um processo inflamatório uni ou bilateral da estrutura que recobre toda a superfície plantar do pé.

fasciteO que pode causar a fascite?
A lesão está relacionada a distúrbios posturais, tipos de pé e pisada – tanto cavo (tendência a pisar para fora) quanto plano (tendência a pisar para dentro) –; ficar muitas horas em pé diariamente; caminhada e corrida em quantidade e intensidade acima do que a estrutura suporta; só para citar alguns exemplos. Pessoas obesas também apresentam predisposição para o desenvolvimento da lesão por conta da sobrecarga na região.
Quais os sintomas do problema?
O quadro clínico é caracterizado por dor à palpação e ao andar, no calcâneo (calcanhar) e na própria fáscia plantar e, sobretudo, no primeiro passo ao acordar ou após longos períodos sem descarga de peso. Os pacientes em geral relatam que essa dor é semelhante à sensação de uma agulhada, choque, pontada ou latejamento. Outro sinal bem característico da lesão é a retração da fáscia plantar, isto é, nota-se uma rigidez ao tocar no local.

Quais os tratamentos indicados?
O tratamento conservador consiste em repouso, antiinflamatórios, órteses ou palmilhas para alívio da pressão local e fisioterapia analgésica e antiinflamatória; estiramento da fáscia através de liberação miofascial e deslizamento profundo (uma espécie de massagem mais elaborada); e alongamento da musculatura do pé e panturrilha. Há ainda, para os casos mais graves, o tratamento cirúrgico: fasciotomia (liberação da fáscia plantar) e excisão do esporão de calcâneo. O esporão é uma complicação frequente da lesão, definido por ossificação/calcificação do ponto de fixação da fáscia plantar no calcâneo (tuberosidade do calcâneo).

O tratamento é longo?
É difícil precisar tempo para a cura da lesão, pois isso depende de quanto existe a lesão, modalidade esportiva praticada, estrutura musculoesquelética de cada paciente, por exemplo. Pode levar até um ano. A fascite plantar é uma lesão que exige muita paciência e dedicação do corredor para uma melhora eficaz.

Quais modalidades esportivas estão mais sujeitas à lesão?
Dos pacientes que já tratei, 90% eram corredores de longa distância (maratonistas, por exemplo), corredores ocasionais e saltadores. O restante era de indivíduos que ficam muito tempo em pé no trabalho, sobretudo mulheres que passam muitas horas de salto alto.

Por Renato Dutra
http://veja.abril.com.br/blog/saude-chegada/saude/fascite-plantar/ 

2.8.12

anemia

pois é meus amigos, os treinos para maratona são duros...

fui fazer um hemograma, e foi constatado uma leve anemia...

mais do que nunca tenho q cuidar melhor da minha alimentação...

eis aqui uma reportagem legal sobre o tema:

contra relogio

Anemia e corredores: uma relação perigosa!
Edição 176 - MAIO 2008 - ANDRÉIA TORRES


Cansaço, fraqueza, sono, taquicardia, dificuldade de deglutição e/ou evacuação e diminuição da resistência física podem ser sintomas de uma das condições mais comuns em atletas: a anemia. Esta é definida como uma diminuição do tamanho e número de hemácias (células vermelhas) em nosso sangue. As hemácias contêm uma proteína rica em ferro, denominada hemoglobina, capaz de realizar o transporte de gases em nosso organismo. Com a diminuição do número de hemácias, hemoglobina ou ambas, o transporte de oxigênio é limitado, tornando a contração muscular e o desempenho aeróbio muito menos eficientes.

Existem diversos tipos de anemia e suas causas incluem deficiência de nutrientes necessários para a síntese normal de hemácias ou de hemoglobina, como proteína, ferro, vitamina B12, piridoxina, vitamina E, ácido ascórbico e ácido fólico. As anemias também podem resultar de condições não nutricionais que incluem hemorragia, anormalidades genéticas, doenças crônicas, uso de antiácidos ou antiinflamatórios e atividade física prolongada.

"FALSA ANEMIA". A diminuição dos níveis de hemácias e hemoglobina é uma condição normalmente observada em atletas de resistência. Esta chamada "falsa anemia" é uma adaptação fisiológica benéfica que ocorre durante e após a prática de exercícios aeróbios. Isto acontece porque quando nos exercitamos, transpiramos e perdemos líquidos. Para manter nossa hidratação, pressão sanguínea e bem-estar, nosso organismo libera hormônios que fazem a concentração de água no plasma aumentar novamente, expandindo-o acima do normal. Assim, as hemácias diluem-se, alterando os exames, porém sem diminuir a capacidade de realização de exercícios físicos. Esta condição é transitória e a capacidade de adaptação representa, inclusive, um indicador de bom preparo físico aeróbio.

Mas como saber se a redução dos níveis de hemoglobina sanguínea decorreu apenas da atividade física e não de uma deficiência de ferro? O ideal é controlar os níveis de ferritina sérica. A ferritina é um complexo utilizado por nosso organismo para o armazenamento do ferro. Estoques normais indicam que o indivíduo não tem anemia ferropriva. Neste caso a suplementação de ferro não é indicada, uma vez que o consumo exagerado do mineral aumenta a formação de radicais livres, moléculas instáveis que podem acelerar lesões nas artérias, provocar envelhecimento precoce e aumentar o risco de câncer.

FERROPRIVA: ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO. Na carência de ferro, o estoque encontra-se depletado (ferritina diminuída) e as hemácias não só estão em pequena quantidade, mas tornam-se também pequenas (microcíticas) e pálidas (hipocrômicas), em decorrência da carência real de ferro. A deficiência deste mineral é a mais comum na população e também em atletas. A anemia ferropriva em atletas pode ser decorrência do baixo consumo de ferro (pela alimentação), problemas absortivos, perda de ferro no suor ou menstruação, destruição das hemácias ou perdas gastrintestinais (comuns em maratonistas e ultramaratonistas).

MULHERES ATLETAS: a perda menstrual aumenta a necessidade de ferro em mulheres e se a atleta estiver seguindo plano alimentar hipocalórico com o objetivo de perda de peso o consumo dificilmente será atingido exclusivamente pela alimentação.

ATLETAS VEGETARIANOS: A diminuição ou eliminação do consumo de carnes reduz a absorção da melhor fonte de ferro, já que o mineral presente nas frutas, hortaliças e cereais não é tão bem absorvido. Estes atletas também podem desenvolver a anemia "perniciosa", decorrente da deficiência de vitamina B12, a qual só é bem absorvida a partir de fontes de origem animal. A deficiência de B12 provoca alterações na forma e na função das células vermelhas e também das células brancas (leucócitos), responsáveis por nossa imunidade. O tratamento da anemia perniciosa consiste na injeção intramuscular da vitamina B12 (100 micrograma uma vez por semana), associada à dieta rica em proteína.

ATLETAS DE RESISTÊNCIA: perdas por sangramento gastrintestinal (por menor oxigenação da área), suor, urina e fezes têm sido observadas em atletas de endurance. Maratonistas também podem danificar veias nas solas dos pés devido ao impacto repetitivo na região, o que aumenta as perdas de ferro. Outra causa da anemia nestes atletas são os treinos ou tempo de provas demasiadamente longos, que dão ao corpo pouco tempo para a recuperação e absorção de ferro. Por isto, a recuperação dos estoques após uma ultramaratona pode levar de 6 a 14 dias, mesmo com dieta adequada e suplementação.

COMO PREVENIR. A prevenção da anemia ferropriva se dá seguindo-se uma alimentação saudável, com quantidades adequadas dos diversos nutrientes responsáveis pela formação das hemácias: ferro, ácido fólico, vitamina B12, vitamina C, vitamina E e proteína.

Indivíduos não anêmicos, porém com estoques de ferritina baixos, podem fazer uso de suplementação com sulfato ferroso.

Indivíduos com anemia já instalada precisarão de tratamento medicamentoso com ferro, em quantidades que variam entre 50 a 325mg/dia para adultos por 4 a 6 meses, conforme avaliação médica.

COMO DESCOBRIR. Através de exame de sangue (hemograma), que custa de 15 a 20 reais, ou gratuito a pedido de médico de convênio ou de atendimento público.

11.7.12

Por que a Maratona?



Sob vários aspectos, ela é uma distância ingrata. Ao contrário das provas de 5, 10, 15 ou 21 kms, uma maratona não se faz com o pé nas costas (deixando claro que essa é uma figura de linguagem, afinal já tem maluco correndo de costas, de repente alguém se aventura a tentar uma prova literalmente com o 'pé nas costas').
A maratona é como aquelas namoradas (os) que já tivemos na vida. Que exigiam atenção total e quase exclusiva. A maratona suga uma energia desproporcional quando a comparamos com outras distâncias. Mesmo sendo bem preguiçosos, conseguimos correr uma meia-maratona. Já corri meias treinando pouco, menos de 20 kms semanais, sem musculação, sem preocupação especial com alimentação, na raça mesmo. E acabei com dignidade. Não que esse estilo vagabundo seja recomendável, absolutamente não. Treinar com método e inteligência é sempre melhor. Mas é possível. Até os 17, 18 quilômetros vai fácil, depois a gente se arrasta e chega.
Na maratona não tem muito acordo, salvo quando estamos falando de algum ser humano abençoado com poderes anormais. Sem planejamento, a gente não chega. Sem musculação, as pernas abrirão o bico. Sem cuidados com nutrição, morreremos na praia. Dificilmente completaremos (correndo, não caminhando) uma maratona se fizermos menos do que 40 quilômetros semanais. Sem os longões progressivos que beliscarão a distância de 30 quilômetros, a maratona cobrará seu preço. Precisamos beber menos, pensaremos duas vezes antes de pedir a segunda cerveja. Teremos que combinar com a namorada e negociar a manhã do sabadão. “Benzinho, não poderei ir na feirinha com você. Meu treino vai durar mais de três horas. Ah, e na noite de sexta, precisarei dormir mais cedo. E depois do treino, não vai dar pra ir ao supermercado, estarei acabado. Tudo bem?”.
Só a maratona custa tão caro. Até a meia, dá para conciliar várias atividades paralelas. Por que diabos a gente insiste em querer maratonas?

30.6.12

relato: maraton de la bandera 2012

Rosario, Argentina
Maraton de la Bandera

Quem é que não curte maraturistar?

Nada como viajar, fazer turismo, e correr uma maratona.

A escolha por Rosario foi à dedo - eu queria correr uma maratona inédita, e culminou em reencontrar meu amigo Hideaki.
Minha última maratona havia sido um pouco traumática, nunca tinha dado cãimbras em uma maratona... logo meu grande objetivo para a Maraton de la Bandera, seria única e exclusivamente COMPLETAR. Eu queria mostrar pra mim mesmo, que eu consigo completar uma maratona sem quebrar!
E foi com esse pensamento que eu fiz a prova, na boa... só curtindo, sem me estressar com o tempo...

Reconheço que não foi minha melhor maratona, mas foi muito prazeroso fazer essa prova, principalmente porque não quebrei, e superar o trauma da última maratona... 3h41min... nada mal.... mas ainda dá pra melhorar mais!!


fotos pré-prova


Junto com o coordenador geral da prova!



grande Parceiros!!

durante o percurso...




29.5.12

pesquisador recomenda incluir na lista de músicas para malhar as que trazem alguma boa recordação

Música afeta desempenho no treino, aponta estudo

Quem deseja otimizar o treino não precisa apenas investir em roupas mais leves e tênis adequados. A playlist que você escuta enquanto malha, corre ou caminha afeta, e muito, seu desempenho. Portanto, ela deve ser montada levando em consideração qual exercício você realizará e o bpm (batimento por minuto) de cada canção. É o que aponta o estudo de Marcelo Bigliassi, publicado na Revista Brasileira de Psicologia do Esporte.

O pesquisador recomenda incluir na lista de músicas para malhar as que trazem alguma boa recordação Mas para montar uma listagem com músicas adequadas para a atividade é preciso selecionar as canções levando em consideração o gosto pessoal e o quanto a canção é motivadora. "A pessoa deve escolher uma música que ela se sinta confortável ouvindo e, caso ela não tenha como medir o bpm e avaliar se é uma boa escolha, o ideal é que ela tenha pelo menos o batimento próximo da sequência de passadas que ela dá", recomenda Bigliassi.
Não existe nenhum estilo musical proibido para se ouvir durante os treinos.  Bigliassi indica acrescentar na listagem músicas que lembrem alguma recordação boa e revigorante. "É uma música que assim que começa a tocar estimula e dá um gás para que a pessoa continue fazendo a atividade", determina.
Ouvir música durante a prática de atividades é recomendado com base em estudos de processamento paralelo. "À medida que a pessoa faz um exercício ela foca mais no que escuta do que nas pequenas dores e no cansaço que a atividade traz", revela.
Músicas de caráter inspirador também podem ajudar a dar um ânimo para levantar do sofá e ir para a academia. "A Eye of The Tiger, trilha do filme Rocky Balboa, por exemplo, já foi alvo de diversos estudos, pois ela passa uma mensagem positiva e quando usada antes de praticar uma atividade apresenta melhorias nessa atividade", explica.
Medir o bpm
Diversos aplicativos podem ser baixados na internet para identificar qual o batimento por minuto de uma canção, mas ainda assim mostrar a lista ao professor de Educação Física é uma das melhores opções. "A pessoa deve procurar um profissional com conhecimento para se certificar se as músicas escolhidas são adequadas ao treino que ele realiza", destaca ele.
Uma música ideal para uma corrida de maior intensidade deve ter, em média, uma variação de 120 a 145 bpm. Já uma caminhada moderada, entre 115 e 125, enquanto uma caminhada leve deve ter até 100 bpm.
Ainda que escutar uma música com o bpm incorreto para atividade física possa afetar o treino, ela não traz nenhum tipo de prejuízo para o corpo. "Mas nem sempre ouvir uma música dessas é ruim, pois durante uma atividade a pessoa pode usar uma música não sincronizada, mas ter os batimentos cardíacos aumentados por essa canção ser motivacional e aumentar a ativação para a tarefa", pondera o autor do estudo.
Músicas diferentes para cada treino
Para quem treina musculação, mas não deixa o treino aeróbio de lado, o ideal é separar os treinos em duas playlists, pois cada exercício tem uma execução rítmica diferente. "A corrida tem uma batida, enquanto a musculação tem outra. Quando a pessoa está fazendo um treino de hipertrofia, uma música muito rápida sai da pulsação rítmica do próprio exercício e isso não é adequado", destaca Carlos Hernan Guerrero Santana, membro do Conselho de Educação Física de SP.
Bigliassi indica músicas motivacionais para os treinos de musculação. "É muito difícil sincronizar uma música com as repetições de cada exercício, teria que colocar uma canção muito lenta e o caráter motivacional fica perdido", alerta.
Para quem costuma fazer um treino de alongamento antes de iniciar outras atividades, essa playlist também deve ser composta de músicas diferentes e mais calmas.
Playlists prontas
O iTunes, reprodutor de áudio desenvolvido pela Apple, dispõe de diversas playlists que podem ser baixadas para a prática de diferentes tipos de exercícios. No entanto, Bigliassi alerta que as músicas selecionadas nem sempre têm a mesma qualidade motivacional para cada um. "Não existe uma única canção que motive a todos. É uma escolha muito pessoal", explica.
Além disso, existe a questão da sincronização dos movimentos. "A música proposta pode oferecer uma intensidade diferente, pois mesmo que eles tenham elaborado a listagem pensando numa frequência de passadas média, isso varia de pessoa para pessoa”, define.

15.4.12

Mude seu treino e comece a correr em trilhas



Sair do asfalto queima mais calorias e trabalha mais os músculos



Quem corre, sabe que é fácil inovar. É só mudar de ares. "Correr sempre no asfalto da cidade pode tornar o exercício muito mecânico. Por isso, aproveitar as férias para correr em uma trilha é uma maneira de continuar a praticar sem cair na monotonia", diz o esportista e montanhista George José Volpão, que corre em trilhas de montanhas há 15 anos.  A corrida em trilha tem características que a distanciam do treino no asfalto ou na esteira, como tipo de piso, equipamentos, intensidade e tipos de lesões, e que interferem no resultado do exercício. Por isso, é importante conhecer bem esta modalidade antes de começar a praticá-la.  

O treino nunca é o mesmo
Uma das principais vantagens de correr em trilhas é a paisagem. Entrar em contato com elementos da natureza enquanto faz uma atividade física pode ser até mais revigorante e agradável do que praticar exercícios na cidade ou na academia. "Em uma corrida de trilha há sempre uma variação na paisagem, mesmo se a corrida for feita exatamente no mesmo percurso. Há grandes mudanças nas cores dependendo do clima, do horário e da época do ano", diz George Volpão.

Corrida mais intensa
mulher correndo em uma trilha - Foto: Getty ImagesEstudos realizados nos Estados Unidos mostraram que correr trilha queima, em média, 28% mais calorias do que no asfalto. Isso acontece por que o corpo precisa trabalhar um maior número de músculos durante o trajeto porque o piso de terra, lama e pedras de uma trilha faz nossas pernas e quadril ter um trabalho maior. "É muito comum ficar com dor no quadril depois de uma corrida em trilha, já que os músculos dessa região são poucos trabalhados em outros tipos de corrida. Depois de um tempo praticando trilha, a musculatura se fortalece e o desconforto diminui", diz George.

Para evitar lesões e fortalecer o esqueleto, é necessário fazer um treino de musculação, focando na região do quadril e nos músculos que sustentam a coluna. Com o fortalecimento dessa região, toda a parte inferior do corpo fica mais protegida. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Calgary, no Canadá, os corredores que tem uma fraca musculatura no quadril, estão mais propensos a ter lesões no joelho e no tornozelo do que aqueles que fazem exercícios para fortalecer esse grupo muscular.

Menos lesões

detalhes nos pés de um corredor na trilha - Foto: Getty ImagesEm uma trilha, cada vez que o pé toca o solo, uma variedade diferente de músculos é acionada, devido às irregularidades do solo. Por ser um exercício com pouca repetição de movimentos, as articulações, tendões, ossos e músculos ficam mais protegidos de lesões comuns no treino feito na cidade. "O piso mais macio também protege nossas articulações de impactos que causariam lesões", comenta George.

Mesmo assim, algumas lesões podem acontecer e é preciso ficara tento. Como o piso é muito irregular e muitas vezes é fofo, as torções são mais comuns nas corridas de trilha, principalmente para os corredores urbanos que começam com um ritmo muito acelerado sem estarem preparados. "O maior perigo de lesões em uma trilha são as quedas, que acontecem basicamente quando corredores não mudam o ritmo em uma descida. Os tornozelos e os punhos são os locais mais afetados, já que há o instinto de colocar a mão para tentar amortecer o impacto", diz George Volpão.

Comece devagar
homem correndo e levantando várias folhas - Foto: Getty ImagesComo a corrida em trilha possui características diferentes da que é feita na cidade, mesmo um corredor já acostumado com grandes distâncias no asfalto precisa começar com calma. Ele não deve se preocupar com a distância percorrida, e sim com o tempo de exercício. "Como em uma trilha há uma variedade de elementos que fazem o nosso corpo trabalhar mais, como mudanças no tipo de piso, subidas e descidas, curvas, rios e obstáculos no meio do caminho, os músculos fazem um esforço maior se comparado à mesma distância percorrida nas ruas planas da cidade", diz o montanhista.

Preocupação com os assessórios
Durante um treino na trilha é importante lembrar que dificilmente você irá encontrar lojas de equipamentos para ajudar nos momentos de necessidade. Por isso, é importante sair de casa com todos os acessórios indicados para manter o ritmo elevado e não passar por dificuldades. Uma mochila ou pochete com uma garrafa de água, uma barrinha ou um gel energético e uma fruta não pode faltar no kit de quem está se preparando para correr em uma trilha.

homem de mochila parado no meio da trilha - Foto: Getty ImagesA escolha do calçado adequado também é fundamental. "Para correr em uma trilha, onde o piso é muito irregular e também existem muitas subidas e descidas, o calçado feito para corridas no asfalto não é indicado. É preciso usar um tênis que tenha um cano um pouco mais alto, principalmente na parte de traz no tornozelo, para deixar o pé firme e evitar torções", diz George Volpão. Esse tipo de calçado não é costuma ser muito mais caro do que o de corrida normal.

Conheça o percurso

mulher apontando a direção para seu companheiro - Foto: Getty ImagesPrincipalmente para quem está começando, é importante saber quais as surpresas que o seu trajeto pode trazer. "Os iniciantes devem optar por trilhas mais planas, não tão longas e devem saber a hora de parar e voltar", diz o esportista. Segundo George, muitas pessoas se empolgam na hora de fazer uma trilha, e acabam ficando muito longe do caminho de volta. "Em uma trilha, nunca podemos esquecer que o caminho de volta será feito a pé, e não podemos pegar um táxi para voltar para casa".

Hora certa para correr
mulher correndo em um dia de sol - Foto: Getty ImagesCorrer muito cedo ou quando sol está se pondo, horários bastante populares para fazer uma corrida na cidade, não são os mais indicados para fazer uma trilha. No escuro, fica mais difícil ver as irregularidades no piso, o que facilita torções, quedas e machucados. Além disso, se a trilha for muito fechada, com pouca iluminação fica mais fácil se perder. "Como as mudanças no piso são constantes, o corredor de trilha deve sempre pensar nos próximos três passos que dará para preparar o corpo e fazer o movimento certo. No escuro, isso fica mais difícil", diz o especialista.

Trabalha a coordenação

detalhes nos pés de uma corredora na trilha - Foto: Getty ImagesA trilha trabalha a nossa percepção de como o corpo se move e onde ele se encontra, ou seja, nossa coordenação motora e nossa concentração. "Com tantos estímulos diferentes, sejam eles visuais, táteis, sonoros ou olfativos, durante um treino, o nosso corpo com o tempo fica mais ágil e mais resistente a caminhas e corridas, mesmo quando elas voltam a ser feitas no asfalto", explica George Volpão.

Treine para se recuperar
Homem alongando em cima de uma ponte no meio da trilha - Foto: Getty ImagesA menor velocidade se comparado à corrida de rua faz do treino na trilha um bom lugar para se recuperar suas articulações e músculos de um treino mais intenso feito no dia anterior. "Não é preciso ir muito longe para encontrar uma trilha para correr. A maioria dos parques nas grandes cidades tem trilhas para esse fim. Para quem está começando ou está se recuperando de alguma lesão, essas trilhas menos extensas são uma ótima opção", diz George Volpão.