15.9.11

Você corre por prazer ou por novas descobertas?

Pensamentos e técnicas adequadas para a corrida dos que adoram correr, harmonizando treinos que a tornem uma fonte de energia e de prazer



 

A corrida e a Vontade de ir mais Longe

Filosoficamente falando

Nossos ancestrais sempre foram muito longe (andavam muito). É a partir destes sentimentos nômades que procuramos ir sempre mais longe, e porque não dizer que a corrida é uma porta para a dimensão que sempre procuramos, desde a pré-história?
A busca pelo desconhecido nos torna, muitas vezes, frágeis personagens da vida. Buscamos a satisfação, o desafio, a conformidade com o que não podemos mudar. Às vezes, buscamos as formas que não nos foram providas, e porque não dizer que buscamos a resistência para vencer o maior segredo da vida?
Correr é um caminho natural e eterno de ir, sem necessariamente ter que voltar. Ela nos impõe o ir dos caminhos difíceis e, por ora, fáceis. É com uma corrida lenta que iremos aos confins das trilhas das estradas. A Corrida, como unidade de treino, tem fim, mas nossos instintos não.
Corremos para treinar e os treinos têm início, meio e fim. Foi pensando em todos estes sentimentos que alavanquei uma ideia para transcrever os pensamentos e técnicas adequadas para a corrida dos homens que adoram correr, não mais os primitivos, mas o homem moderno.
Se corrermos por instinto, e nem sempre nos é bem-vindo, por que treinar insistentemente nos modelos do que é característica primitiva? Somos seres diferenciados dos nossos companheiros de floresta e mar, e devemos pensar em treinamentos que conjuguem esforço físico, maturidade emocional, condições climáticas, condições econômicas, características sociais, composição e alimentação diária e demais características dos sistemas sociais que nos conduzem a necessidades e obrigações de comportamentos.
Vamos treinar e, com isso, nos perpetuar na corrida, como pessoas que venceram o estado da inércia. Assim, a corrida se tornará uma fonte de energia, de prazer e subsistência.


Atleticamente falando
  • A corrida deve ser realizada por pessoas que já ultrapassaram os primeiros 12 meses de treinos adaptativos.
  • A corrida deve ser realizada com a finalidade individual de adaptações, muitas vezes únicas, e que não cabe ser realizada em conjunto. Então, fica impossível adaptar todos os homens dentro de um modelo padronizado de treinos, sem que com isso produza alguma forma de malefício ao seu corpo.
  • A corrida deve ser transmitida como um meio de saúde e não um pacote infalível de saúde.
  • A satisfação adquirida com a corrida não necessariamente demonstra ser um sinal de atividade bem feita.
  • O instinto animal deve ser domado todas as vezes em que sentir que seus treinamentos são infalíveis.
  • A busca pela plenitude esportiva deve ser marcada por planejamentos esportivos baseados em avaliações médicas, nutricionais e técnicas.
  • Correr e sentir dores musculares não diz respeito a esforço coerente. Muitas vezes, somente o evidente efeito de esforço não planejado.
  • O ganho de resistência aeróbia, paralelo ao da resistência anaeróbia, condizente com os treinamentos para um determinado corredor, diz respeito a correr em equilíbrio e transformar os esforços, progressivamente, em corrida prazerosa e indolor.
  • Permitir um treino mais longo, numa prazerosa forma de diversão, é só uma questão de tempo. É possível correr até outro município, até outro estado, desde que adaptado às condições especialmente analisadas como: correr mais que quatro anos sem parar; correr regularmente distâncias e treinamentos mais rápidos, por sequências apropriadamente preparadas para o corredor e, por fim, disponibilizar de tempo para tal façanha.
 Nas suas próximas aventuras, lembre-se que você é um homem Inteligente. Bons treinos!