16.9.11

Dieta mediterrânea é sinônimo de longevidade


A dieta mediterrânea ou dieta do Mediterrâneo tem sido bastante estudada nos últimos anos e o resultado mostra que ela pode ser uma grande aliada da nossa saúde.
O clima e a posição geográfica de países como Grécia, Espanha, Itália, Marrocos, Tunísia e França, contribuem para que esses locais produzam frutas e verduras de ótima qualidade, pois elas amadurecem sem umidade e reservam cores e aromas intensos.

A rotina alimentar desses países também é famosa pelo alto consumo de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas (grão-de-bico, lentilha), oleaginosas (amêndoas, castanhas, nozes), peixes, azeite de oliva e vinhos. Esta combinação de alimentos faz com que os habitantes do mediterrâneo sejam menos vulneráveis à doenças e, em conseqüência, vivam mais.
O que difere a dieta mediterrânea da nossa é o baixo consumo de carnes vermelhas, doces, gorduras de origem animal e produtos industrializados.
A prática da dieta aliada a exercícios físicos regulares garante mais saúde e longevidade. De acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Archives of Internal Medicine em 2005, um grupo de pacientes de doença cardíaca que utilizaram a dieta mediterrânea, reduziram muito a taxa de mortalidade em um período de quatro anos, quando comparados a cardíacos que não utilizavam a dieta.
Confiram os principais benefícios que alguns dos alimentos dessa dieta podem oferecer:
  • Frutas e hortaliças: Previnem o câncer por conter grande quantidade de fibras e antioxidantes, como o beta-caroteno, licopeno e as vitaminas E e C.
  • Cereais integrais: Ótimos fornecedores de vitaminas do Complexo B, vitamina E, selênio e fibras, além de serem essenciais para abastecer o nosso organismo de energia.
  • Leguminosas: Boa fonte de fibras e proteínas vegetais. As fibras evitam o câncer do colon e reto (regiões do intestino grosso) e reduzem o nível do LDL (colesterol ruim), prevenindo doenças cardiovasculares.
  • Oleaginosas: Apesar de serem muito calóricas, possuem ácidos graxos mono e poliinsaturados, por isso diminuem as chances de hipercolesterolemia (colesterol alto no sangue).
  • Peixes: Previnem o aparecimento de doenças como a hipertensão, aterosclerose, câncer e doenças cardíacas, por serem ricos em ácidos graxos ômega 3.
  • Iogurtes: Ótimas fontes de cálcio e lactobacilos. O cálcio previne a osteoporose e os lactobacilos trazem benefícios à flora intestinal, pois combatem os microorganismos patogênicos que possam estar presentes nos intestinos.
  • Vinho tinto: Possuem grande quantidade de flavonóides (antioxidantes), que evitam a formação de placas de gordura na parte interna dos vasos sanguíneos, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares. Na cultura mediterrânea, o consumo do vinho tinto acontece durante as refeições, pois combinados com os alimentos, os efeitos tóxicos do álcool ao organismo são amenizados. Por ser uma bebida alcoólica, é importante que seja ingerida com moderação.
  • Azeite de oliva: Rico em fenóis (antioxidantes) e ácido graxo monoinsaturado. O segundo atua no aumento da taxa do colesterol “bom”(HDL), que favorece o coração. Vale lembrar que o azeite, assim como qualquer outra gordura, é calórico. Portanto, não deve se consumir exageradamente.
Esses alimentos são encontrados com facilidade no Brasil e é muito importante que os acrescentemos às nossas refeições diárias.