23.4.11

O melhor horário para consumir chocolate é após os treinos


 No feriado da Páscoa há sempre a mesma preocupação em relação ao melhor chocolate e quantidade adequada para não interferir na saúde e nos treinos. De acordo com o nutricionista Danilo Balu, a regra para escolher o melhor chocolate para saúde é “quanto mais escuro e amargo, melhor”. Em relação à quantidade, o ideal seria consumo de até dois tabletes pequenos diários.

Os principais problemas do chocolate seriam a alta taxa de açúcar e o alto teor de gordura. “O certo é que a pessoa consuma apenas 5% de seu gasto calórico de açúcar simples e esse nível é ultrapassado facilmente se o indivíduo exagera no consumo de chocolate”, diz Balu.

Em relação ao teor de gordura, isso implica no elevado valor energético do produto. “Chocolate é extremamente gorduroso e tem alto valor energético. A pessoa que come muito chocolate acaba consumindo muitas calorias e para a manutenção de um peso saudável isso não é recomendado”, argumenta o nutricionista.

Para aqueles que não querem atrapalhar a dieta ou a rotina de treinos, o melhor horário recomendado para o consumo moderado de chocolate é até 1h30 após os treinos, para repor o açúcar gasto. “A pessoa tem menos glicemia e está com uma alta carga de glucagon, que é o hormônio liberado quando a gente tem pouco açúcar no sangue”, explica Balu.

Nesta páscoa então, tome cuidado na escolha dos ovos de chocolate, na quantidade e horário de consumo do doce.

Prof. Danilo Balu

8.4.11

10 erros comuns antes e durante uma prova

TOMAZ LOURENÇO
http://revistacontrarelogio.com.br/materia/10-erros-comuns-antes-e-durante-uma-prova/


Já corri dezenas de maratonas e meias, mais de uma centena de provas com menor distância, além de algumas ultras, de 50 a 89 km. Por isso, me considero bastante experiente, já tendo presenciado situações das mais diversas nas corridas, entre elas muitos erros de corredores, especialmente os mais novatos, mas também de gente bastante rodada. Com o intuito de ajudar os leitores para que problemas sejam os menores possíveis durante as competições (e até em treinos), apresento, a seguir, uma lista de 10 situações que devem ser evitadas ou devidamente corrigidas, nos dias que antecedem uma prova e no próprio dia, assim como outras 10 no transcorrer da competição.

ANTES

1) NÃO PROCURAR SE INFORMAR SOBRE A CORRIDA. Ao contrário de anos atrás, quando se ia para uma prova sem muitas informações, e as surpresas aconteciam, atualmente o corredor tem facilidade para saber sobre os eventos, através de publicações e pelos inúmeros sites voltados ao segmento. A CR procura cumprir esse papel e está sempre disponível para esclarecer dúvidas sobre provas não apenas no Brasil, como também do exterior.


2) NÃO DESCANSAR O SUFICIENTE NA SEMANA. Apesar de existir toda uma teoria sobre treinamento, envolvendo várias fases de preparação, na prática sabe-se que a maioria dos corredores não realiza um planejamento de médio e longo prazo, com exceção, talvez, quando se tem em vista uma maratona ou um evento semelhante. Dessa forma, se a prova é de 10 km ou uma meia-maratona, o que se faz é realizar treinos mais rápidos e mais curtos ou um pouco mais longos e não tão fortes, para essas duas situações citadas como exemplo. Não é nada "científica" tal preparação, mas é corriqueira, porque acaba funcionando de alguma forma. Só que muitos costumam manter ou até intensificar os treinos na semana da prova, para não perder condicionamento, o que geralmente é um erro, pois se vai chegar na competição não devidamente descansado. Uma regra que os mais experientes logo constatam é a seguinte: treinos excelentes durante a semana, prova ruim no fim de semana. Portanto, para a próxima competição, opte por fazer a última semana leve, mesmo porque está provado que não se perde condicionamento em alguns poucos dias de descanso.

3) FAZER UM CAFÉ DA MANHÃ DIFERENTE DO HABITUAL. Esta recomendação está em todos os lugares e já é um lugar comum. Mas ao contrário de outras que vem sendo contestadas ou colocadas em dúvida (pela Contra-Relógio), como a necessidade de alongamento imediatamente antes de começar a correr ou a recomendação para se beber um copo d´água a cada 20 minutos, esta continua valendo e deve ser seguida, para que não se tenha surpresa antes da largada ou durante a prova. Com o agravante que banheiros costumam estar sempre cheios na área da concentração e raramente são encontrados no percurso...

4) USAR ROUPA OU TÊNIS NOVO. Outro alerta que se lê em todos os sites, revistas etc, mas curiosamente não costuma ser levado em conta por grande parte dos corredores, seja porque o desejo de estrear algo novo bate mais forte, ou porque não se considera tal recomendação como muito importante. É verdade que hoje em dia a vestimenta para a prática da corrida é algo especializado para dar o maior conforto possível ao esportista, assim como os tênis parecem que já vem "pré-amaciados", tal a qualidade que apresentam. Mas, mesmo assim, não vale a pena correr o risco de sofrer um incômodo durante a prova, por conta da roupa ou do calçado, recomendação válida especialmente para as mais longas, onde o problema tem mais chance de aparecer.

5) IR PARA A PROVA, COM POUCA ANTECEDÊNCIA E NÃO SABENDO PRECISAMENTE O LOCAL. Em várias cidades os participantes já conhecem bem onde as corridas costumam acontecer, mas não se pode esquecer que mudanças de trânsito, até por conta do evento, são sempre possíveis de ocorrer, daí este alerta, que merece especial atenção quando se trata de provas em outras cidades. Só quem já chegou atrasado para uma largada sabe o quanto é desagradável. Efetivamente, não é uma experiência que valha a pena passar.

6) NÃO PASSAR VASELINA. OUTRA RECOMENDAÇÃO CONHECIDA E MUITAS VEZES ESQUECIDA. Ela é indicada notadamente para os dias mais frios, para os corredores mais pesados e quando da participação em percursos longos. Além dos mamilos, sugere-se passar vaselina também entre coxas e na parte genital. Alguns gostam de usar o produto nos pés, igualmente para evitar assaduras, mas é necessário atenção para não exagerar, para que os pés não fiquem "dançando" na meia/tênis.

7) ALONGAR POR MUITO TEMPO. Este hábito já está arraigado entre inúmeros corredores, ainda mais que várias são as provas que fazem uma seção de alongamento pouco antes do tiro de largada. Como a revista mostrou em edições anteriores, esse "puxa-estica" imediatamente antes de começar a correr não traz qualquer ajuda (para evitar lesões ou para correr melhor) e pode até prejudicar a performance. O indicado é que se faça um simples aquecimento, através de trote, ou que se comece sem forçar, para ir acostumando a musculatura.

8) FICAR BEBENDO BASTANTE LÍQUIDO ANTES DA LARGADA. Da mesma forma que os alongamentos antes do começo de uma corrida, a falta do que fazer leva muita gente a ocupar o tempo ingerindo líquidos, para começar a prova "bem hidratado". O problema é que as pessoas exageram, e o resultado é a necessidade de parar no percurso, mesmo que a distância seja de apenas 10 km, para urinar. Antigamente acontecia de algumas corridas não garantirem um bom abastecimento durante o trajeto, mas agora o que se vê é até o contrário, com inúmeros postos de água e isotônico, daí não ter muito sentido essa preocupação com a hidratação prévia.

9) ESQUECER DE AMARRAR FIRME O TÊNIS. Naturalmente que todo mundo sabe da importância de amarrar bem o tênis, ainda mais que se precisa prender o chip. Acontece que mesmo quando essa operação é feita com cuidado, os cadarços podem se soltar durante a competição, atrapalhando o corredor e o fazendo perder algum tempo. Isto acontece especialmente quando está chovendo ou quando se transpira muito (ou se joga bastante água no corpo), fazendo com que os cadarços se amoleçam e soltem. A solução é muito simples: basta dar um nó no cadarço, após o laço. Também existe um dispositivo para prender firme o laço, enquanto alguns preferem colocar para dentro do tênis os cadarços.

10) SE POSICIONAR O MAIS NA FRENTE POSSÍVEL. É lógico que todo mundo quer sair perto da linha de largada, para não perder tempo no momento em que o congestionamento é maior, como acontece cada vez mais em nossas corridas, especialmente as nas grandes cidades. Só que esse empenho para se posicionar na frente acaba sendo pouco producente e até perigoso, a não ser que você seja efetivamente um corredor rápido. O tempo que se perde nas largadas costuma ser inexpressivo e, além disso, as provas costumam considerar os tempos líquidos, contados apenas a partir do momento em que a pessoa passa pelo tapete da largada. E a saída entre os mais rápidos, pode acarretar uma queda e muito provavelmente alguns xingamentos ou empurrões, por estar atrapalhando os demais.



DURANTE


1) COMEÇAR A PROVA MUITO FORTE. Este aspecto por vezes está relacionado ao 10º quesito da primeira parte da matéria, ou seja, muita gente larga em ritmo acelerado por ter se posicionado na frente e, com medo de ser atropelado, faz os primeiros metros "voando", mas logo cansa. Mesmo para quem corre em bom ritmo, mas não é um atleta de elite, o recomendável é sair sem forçar demais, achando sua velocidade ideal logo depois e até guardando um pouco para a parte final da competição, para uma chegada triunfante.

2) ESTABELECER UM DETERMINADO RITMO RÍGIDO. Conversa comum antes de largadas é sobre o ritmo que cada um pretende fazer. É algo até razoável tal previsão ou aspiração, mas ela precisa ser devidamente considerada, para não acabar prejudicando o resultado final do corredor, para mais ou para menos. Vamos explicar! Ao se entrar numa prova com o objetivo de fazê-la em tantos minutos por quilômetro, checando no relógio cada passagem de km, acaba se ficando escravo do ritmo, mas pode-se estar num dia ruim (cansado por alguma razão) ou a prova não estar oferecendo boas condições pelo percurso ruim ou alta temperatura. Dessa forma, não será possível cumprir o ritmo almejado e assim deve-se encarar a situação, correndo-se na velocidade "possível" naquele dia. O contrário também acontece, ou seja, começa-se a prova em determinado ritmo, mas se constata que está sobrando energia (pelas razões inversas anteriormente apresentadas) e então é o caso de esquecer o tempo previsto (e as recomendações do treinador) e correr como o corpo está aceitando e pedindo no momento, quem sabe até para conseguir o recorde pessoal na distância.

3) ERROS AO PEGAR E TOMAR ÁGUA. A questão do abastecimento parece algo simples e efetivamente é, mas os iniciantes por vezes se atrapalham. A começar pela procura logo da primeira bancada de água, sempre a mais congestionada, quando normalmente muitas outras estão pela frente. E depois de pegar o copo a recomendação é se afastar do local, para facilitar para os outros e não se chocar com os mais (ou tão) afoitos. Outra recomendação é quanto à forma de beber a água do copo. Muitos ainda abrem completamente o lacre e ao tentarem beber, além de desperdiçarem boa parte, acabam se engasgando. O correto é fazer um furo na tampa, com o dedo, e ir tomando de golinhos. E nem precisa tomar tudo, podendo o restante ser jogado na cabeça, para refrescar.

4) FICAR CORRENDO EM ZIGUE-ZAGUE. Esta recomendação é óbvia, uma vez que qualquer pessoa sabe que o mais lógico é o corredor não sair de seu caminho, desviando para um lado ou outro, porque acaba cortando a frente dos outros, com risco de quedas, além de prejudicar seu próprio rendimento, uma vez que acabará fazendo uma distância superior à aferida pelo evento. Apesar disso, alguns fazem essa "operação", quando da proximidade de postos de abastecimento, ou para conversar com um amigo, ou para ser fotografado, ou para sair na TV...

5) NÃO PROCURAR TANGENCIAR AS CURVAS. Aqui a questão é técnica e se resume a alertar para que a pessoa corra a distância efetivamente medida, resultado de uma aferição feita por pessoal gabaritado e que realiza o melhor tangenciamento possível das curvas, com o objetivo de procurar encontrar a menor distância. Ou seja, quem corre certo, completa o mesmo trajeto do medidor, enquanto os outros fazem alguns metros mais.


6) LEVAR GEL PARA UMA PROVA DE 10 KM. Citamos o gel de carboidrato, mas pode ser um outro suplemento qualquer. Efetivamente em eventos de curta distância não é necessária qualquer suplementação, para repor a energia perdida, bastando água e eventualmente o isotônico fornecido pela organização. Mesmo porque a absorção por parte do organismo demora algum tempo, daí tal ingestão não fazer qualquer diferença.

7) NÃO PARAR OU REDUZIR AO SENTIR MAL ESTAR. Correr significa se esforçar para vencer determinada distância e mesmo que não se trate de uma pessoa competitiva, algum empenho sempre será necessário. Isso poderá significar algum sofrimento durante a competição, mas deve-se separar bem o que são dores musculares ou o cansaço natural, de um mal estar repentino, como tontura, dor no peito, vontade de vomitar. Nestes casos, não se deve titubear: é parar e ir caminhando, ou pelo menos reduzir o ritmo. Se tudo voltar ao normal, a corrida continua, caso contrário procurar ajuda médica o quanto antes.

8) NÃO RELAXAR OMBROS E BRAÇOS. Pode parecer bobagem esta recomendação, na medida em que o que manda numa corrida são as pernas (e os pulmões). Mas correr muito tenso é prejudicial para o rendimento do atleta, daí se indicar que de tempos em tempos o corredor procure dar uma relaxada nos ombros e braços, e também não fique olhando fixo para frente, mas aproveitando para trocar idéias com alguém ao lado, vendo a paisagem, brincando com a platéia (quando existe...).

9) ALONGAR QUANDO SURGEM CÂIBRAS. O tema não tem unanimidade, até pelo contrário, com muita gente recomendando que se alongue quando as câibras aparecerem durante uma competição. Mas fisiologistas e fisioterapeutas comentam que tal atitude nada ou pouco ajuda, sendo mais producente simplesmente procurar caminhar até as contrações pararem ou diminuírem. Melhor ainda se a pessoa conseguir aplicar gelo no local.

10) ACABAR A PROVA, PARAR E ALONGAR. Assim como antes de começar a correr se sugere um prévio aquecimento, para depois também se indica um desaquecimento, que pode se dar através de caminhada ou mesmo um trote. Nada de parar imediatamente e começar a alongar. Esta atitude é perigosa para o sistema cardiorrespiratório porque o coração, que vinha trabalhando em ritmo acelerado, não muda automaticamente de ritmo ao se terminar a prova e, dessa forma, acaba bombeando mais sangue do que o corpo passa a necessitar. E alongar com o corpo muito quente pode levar a um esticamento exagerado das fibras musculares, com risco até de rompimento. Portanto, deixe o alongamento para depois de caminhar por uns tempos e se hidratar.

7.4.11

maraturismo

O MUNDO SOB SEUS PÉS

By multiesportes on dezembro 1, 2010
http://www.multiesportes.com.br/?p=2313


É possível fazer turismo esportivo e correr em diferentes países, inclusive em algumas das mais famosas maratonas do mundo

Conhecer um lugar, respirar novos ares e ainda correr. Disputar uma maratona fora do Brasil é combinar dois prazeres em uma só tacada, mas, ainda que seja o desejo de muitos, após as primeiras contas, torna-se realidade para poucos.

Porém, apertanto um pouquinho aqui e ali e, principalmente, planejando-se, é possível participar das grandes maratonas do mundo ou mesmo aventurar-se em algumas das mais exóticas corridas do planeta. Basta focar as finanças da mesma maneira que fazemos com o treino quando temos pela frente aquela prova alvo, afinal, é uma grande maneira de brindar-se depois de anos de treinos duros e muitos quilômetros deixados para trás.

O mercado brasileiro anda bastante aberto aos corredores. São várias as empresas especializadas neste tipo de turismo, o que aumenta a concorrência nos preços e nas opções. Ao lado das tradicionais Chamonix e Kamel, hoje temos Xtravel, Rent-A-Tour, Bon Voyage, Esfera, Traveler, entre outras que prestam serviços sob medida aos corredores. É, também, cada vez mais fácil fazer seu próprio pacote. As companhias aéreas e os hotéis facilitam compras e reservas pela internet. E a preços convidativos.

A queda do euro – e da libra – frente ao dólar é outro fator que torna as provas europeias mais acessíveis ao brasileiro. Agora, além das tradicionais maratonas de Paris, Berlim e Londres, outros destinos, como Roterdã, Amsterdã, Milão, Barcelona e Lisboa também são muito procurados. E, quanto maior o interesse, mais empresas brasileiras passam a comercializar os pacotes e o preço vai lá embaixo.

As opções nas agências de turismo, seja para a Europa ou Estados Unidos, ficam entre US$ 2.500,00 e US$ 3.500,00, incluindo passagem aérea, traslados – muitas vezes, contando também com o transporte no dia da prova –, em média cinco dias de diárias e a inscrição para a prova. Há, é claro, opções mais baratas, como as maratonas de São Francisco e Buenos Aires, por exemplo, que saem por volta de US$ 1.500,00. “Hoje as maratonas com maior número de brasileiros no exterior são a de Paris e a da Disney. As viagens mais caras são para os destinos que ficam mais afastados ou de difícil acesso, como as maratonas na Ásia e Oceania”, afirma o sócio-diretor da Rent a Tour, Daniel Carvalho.

Aí começa a primeira grande decisão: ‘vou para uma prova menos badalada, porém mais em conta, ou aproveito que já estou gastando e encaro uma daquelas que todo corredor sonha em fazer?’É o tal do custo-benefício. Paulo Ricardo Lins, que já correu nada menos que três maratonas de Nova Iorque, duas em Santiago e ainda passou por Atenas, Paris, Londres, Berlim, além da Comrades, na África do Sul, tem suas dicas. “Em termos de custo-benefício, o que eu achei mais legal foi quando fiz Paris e Londres, em 2008. As duas maratonas foram realizadas em dois finais de semana consecutivos, ou seja, aproveitei para conhecer duas cidades maravilhosas e correr suas maratonas em uma única viagem.”

Outro bastante ‘rodado’ no exterior, Julio Pessoa, contabiliza 10 provas em apenas 2 anos. Ele já esteve em Atenas (Grécia), Berlim (Alemanha), Gussing (Áustria), Durban (África do Sul), Toronto (Canadá) e Chicago, Seattle e Las Vegas (Estados Unidos), e ainda pretende correr em Caracas, na Venezuela, em dezembro. “Em relação ao custo-benefício, sem dúvida as melhores são as maratonas na América do Sul, principalmente Buenos Aires e Santiago, pois com apenas 12.000 milhas podemos trocar pela viagem ida e volta (em época de promoções de programas de pontos em companhias aéreas). Sobra somente o hotel e os gastos com alimentação e transportes, que são muito acessíveis nesses países, pois o real está muito valorizado. Se estiver com grana sobrando, invista em conhecer a Europa e fazer duas maratonas seguidas em países diferentes”, indica o corredor.

Soa perfeito, mas as contas no final do mês não o deixam sonhar tão longe? O especialista em economia doméstica Décio Kimura, do blog “Minhas Economias”, explica como. “O mais importante é que cada um faça um bom planejamento financeiro. É como um plano de corrida, é preciso se preparar com antecedência para conseguir um bom resultado na prova.”


Kimura propõe que responda às seguintes perguntas:

- Quando será a viagem?

“Isto ajudará a determinar o número de meses que temos para poupar”, explica.

- Qual será o gasto desta viagem?

É necessário fazer um levantamento detalhado de todas as despesas da viagem, como passagem, estadia, alimentação, transporte, etc. Viagens ao exterior podem exigir a emissão de visto e seguros de saúde, o que implica em mais custos. E não se esqueça daquelas despesas extras para o lazer, os presentes e as ‘lembranças’para amigos e família. “Como vantagem adicional, este levantamento poderá ser usado como o seu orçamento de viagem, evitando que você gaste mais que o planejado quando encontrar aquele tênis de corrida em promoção”, indica.

- Quanto eu deveria economizar por mês?

“Divida o valor dos gastos totais pelo número de meses que tem para economizar: você obterá um valor médio a ser poupado mensalmente.”

- Eu consigo economizar este valor?

“Lembre-se de que toda pessoa também possui outras despesas no dia a dia e muito provavelmente outros sonhos para os quais precisa poupar (por exemplo, uma casa ou apartamento, um carro, uma aposentadoria tranquila, etc.).” avalia. “Assim, o ideal é fazer um planejamento financeiro completo, de todos os nossos sonhos de vida. Caso contrário, você corre o risco de ver sua viagem atrapalhar o seu sonho da casa própria, por exemplo.”

O primeiro passo é anotar todos os gastos, inclusive os de pequeno valor, como o cafezinho após o almoço. Apesar de pequenos, eles se tornam importantes devido a sua recorrência. “Depois é preciso classificar os gastos em categorias, para que se possa avaliar quais são os maiores tipos de gastos. Após ao menos um mês de acompanhamento, deve-se fazer uma análise para detectar quais destes gastos podem ser diminuídos ou mesmo eliminados. Obviamente, esta tarefa será muito mais fácil se for feita em uma planilha ou em uma ferramenta específica. Para aqueles que não conseguem controlar seus impulsos de consumo, vale a pena estimar um valor total a ser gasto na viagem e, com base neste valor e no prazo, calcular o montante que deve ser economizado por mês para que a viagem seja feita. Com isto, cria-se uma grande motivação para que a pessoa passe a economizar tendo em vista um objeto de conquista”, explica o profissional.

Há maneiras de ajudar este dinheiro que está sendo economizado a se valorizar. “Este é um caso no qual o valor poupado já tem um destino certo e cujo desembolso deverá ocorrer no curto prazo. Assim, usualmente recomendase um tipo de investimento de baixo risco e que tenha liquidez, ou seja, em que seja possível resgatar o dinheiro aplicado rapidamente, em qualquer momento. É importante lembrar que este resgate poderá ocorrer até mesmo muito antes da viagem, por exemplo, no caso de compras antecipadas de passagens ou reservas de hotéis, aproveitando alguma pomoção”, indica Kimura. “Alguns exemplos de aplicações com estas características são a poupança, o CDB e fundos DI ou de renda fixa. Mas é muito importante que cada um invista também o seu próprio tempo para estudar e pesquisar as diversas modalidades de investimentos. Só assim poderá estar consciente dos riscos e oportunidades que cada aplicação oferece.”

Como baratear a viagem



- Planejar com muita antecedência;

- Comprar passagens aéreas com antecedência, sempre em busca de promoções;

- Decidir qual maratona ir a partir do preço da passagem e hospedagem;

- Pesquisar sempre na internet em busca de passagens mais baratas;

- Dispensar serviços de transfer e city-tour;

- Utilizar o transporte público;

- Comer em locais mais baratos, como fast foods e supermercados;

- Viajar com um grupo de corredores e negociar descontos.


Câmbio

Há quem arrisque um exercício de futurologia e tente economizar comprando euros ou dólares antecipadamente na tentativa de lucrar com uma possível alta. Nem precisa dizer que é arriscado. “Não há ‘bola de cristal’ que possa prever com precisão o que irá ocorrer com a taxa de câmbio. Desta forma, se o viajante não quer correr o risco de uma súbita desvalorização cambial, isto é, o risco do euro ou do dólar ficarem caros demais, a sugestão é que a compra de moeda estrangeira seja feita aos poucos, distribuída ao longo do tempo até a data da viagem. É possível que, à época da viagem, o câmbio acabe ficando muito mais barato, mas, ao menos, sua viagem estará garantida.”


Faça você mesmo

Outro caminho é tentar baratear a viagem o máximo possível. São dois os caminhos – e não há por que não se aproveitar de ambos numa só tacada. Primeiro, deixar o conforto dos pacotes de lado e fazer você mesmo sua viagem. O outro, juntar um grupo de amigos na empreitada. Assim, pode-se optar por quartos duplos ou triplos, mais baratos que os individuais, e negociar descontos. “Em geral, estruturar a própria viagem acaba saindo mais barato. No entanto, o viajante precisa dedicar algum tempo para pesquisar alojamento e meios de transporte. No caso da hospedagem, há diversos sites nos quais é possível comparar preços, condições e localização. No www.tripadvisor.com, é possível ler referências de viajantes sobre hotéis e restaurantes, além de dicas específicas de diversas cidades do mundo. Em relação a passagens aéreas, praticamente todas as empresas de aviação permitem a compra de bilhetes diretamente pelo site da própria empresa. Em alguns casos, ao comprar a passagem pela internet, o viajante ainda recebe um pequeno desconto em relação ao preço da passagem comprada em uma agência de viagens”, lista Kimura. Se esse for seu caminho – se não apenas pela economia, também pela liberdade – exercite a paciência. “A grande vantagem de comprar um pacote por uma agência é que a mesma irá organizar praticamente todos os aspectos de sua viagem. A preocupação do viajante será apenas a de pagar. Assim, para aqueles que não possuem tempo para pesquisar a viagem, não falam inglês (ou o idioma do país a ser visitado) ou então nunca viajaram por conta própria e não querem se deparar com imprevistos e ter de se virar sozinhos, talvez seja mais fácil pagar a comissão que a agência irá embutir no serviço vendido”, analisa o especialista. “Quando temos uma quantidade mínima de pessoas (a partir de 15 ou 20) conseguimos negociar uma tarifa melhor tanto com a companhia aérea, como com os hotéis”, explica Carvalho.

Cuidar de tudo sozinho é o caminho de Paulo Ricardo. “Planejo com, no mínimo, seis meses de antecedência. Prefiro cuidar de tudo só, muito embora em algumas maratonas sejamos obrigados a recorrer a agências de viagem, como, por exemplo, as maratonas de Nova Iorque e Londres, para as quais só se consegue inscrição por meio de operadoras”, conta. Isso acontece nas grandes maratonas do mundo, cujas organizações cadastram certas empresas para comercializar as inscrições. Geralmente, os sites desses eventos divulgam os nomes das agências e seus endereços. Cada uma delas recebe uma cota, daí a importância da compra antecipada. “O que encarece é viajar em períodos de alta estação e/ou a compra em cima da hora. É possível cortar gastos escolhendo opções mais econômicas de hospedagem e comprando com antecedência mínina de 6 meses para obter boas tarifas aéreas. Caso o passageiro queira fechar o pacote em cima da hora, está sujeito à disponibilidade de voos, hotéis, inscrições e, na maioria das vezes, gastará muito mais do que programando-se”, considera Daniel Carvalho.


Promoções

Outro bônus para quem se planeja é conseguir passagens aéreas mais baratas. Sabendo com antecedência a data da viagem, pode-se monitorar os sites da empresas e procurar por promoções. A classe econômica, por exemplo, é dividida em setores, com diferentes preços. Obviamente, os mais baratos acabam antes. Esse é um exemplo seguido à risca por Julio. “Estamos no final de agosto de 2010 e já comprei as passagens para as maratonas de Paris e Madri, dias 10 e 17 de abril de 2011. Os trechos aéreos Recife-Paris e Madri-Recife custaram R$ 2.019,00 e dividi em cinco vezes. O próximo passo é reservar os hotéis, trens entre as cidades, mas sempre com bastante antecedência”, ensina. “Quase sempre reservo e organizo tudo com minha esposa e os amigos que sempre viajam comigo. Tudo fica mais caro quando não se consegue fazer as inscrições das provas famosas como Nova Iorque, Chicago, Disney e Londres, que acabam muito rápido e você fica ‘engessado’ nas poucas companhias que detêm as inscrições. Para se ter uma ideia, a Maratona de Londres em abril de 2011 já está com as inscrições esgotadas.

Outros gastos que devem ser cortados são em relação aos hotéis. Sempre fico em hotéis de 3 estrelas (confortáveis) e que fiquem perto da largada da maratona, pois economizamos também no transporte.” Principalmente ao viajar para cidades grandes, a facilidade de utilizar o transporte público é grande e são comercializados minipacotes, como de 10 viagens de metrô, por exemplo. Portanto, os traslados não deixam de ser um luxo. “As maratonas que ficam mais caras são as que ocorrem na Europa, visto o custo da passagem aérea, alimentação e hospedagem. Eu procuro economizar ficando em hotéis mais baratos, me locomovendo unicamente por meio de metrô e ônibus e na alimentação, baseada em refeições em redes de fast food”, indica Paulo. Comprar comida em supermercados também ajuda bastante no bolso. Caso queira comer em restaurantes, procure os menos badalados, longe dos centros comerciais. O mesmo vale para os presentes. Bem organizado e com as contas em dia, certamente será uma experiência que vai querer repetir. Como recomenda o corredor Julio: “Não pode pensar muito. Acesse a internet, faça a inscrição da corrida, compre a passagem, reserve o hotel e… boa corrida!”


Quando a grana é curta…

Com uma boa dose de organização, é possível dar-se o presente de correr uma das grandes provas do mundo.

Algumas perguntas iniciais ajudam a pavimentar o caminho:

- Quando será a viagem?

- Qual será o gasto desta viagem? (passagem, estadia, alimentação, transporte, etc. Viagens ao exterior podem exigir a emissão de visto e seguros de saúde, o que implica em mais custos. E não se esqueça daquelas despesas extras para o lazer, os presentes e as ‘lembranças’ para amigos e família)

- Quanto eu deveria economizar por mês?

- Eu consigo economizar este valor?