27.10.10

rádio

Fim de Expediente
(programa da rádio cbn)


Convidado: Mario Sergio Andrade Silva, treinador de corrida

26.10.10

Passadas longas ou curtas?

Passadas longas ou curtas?

(Por Maurício Belfante)


Saiba o que é mais indicado e como regular a amplitude de seus passos em treinos e provas

Em uma corrida de rua, cada corredor é diferente do outro. Alguns podem ter uma mania única, como correr com a sua camiseta da sorte. Já outros podem preferir manter as especificidades de sua postura, não se preocupando se este jeito está certo ou errado. Contudo, há alguns momentos em que o que é apenas costume pode trazer prejuízos.

O tamanho da passada, acredite, pode influenciar no desempenho. A hora de correr é muito particular e individual, cada um gosta de correr da sua maneira. Porém, as passadas longas podem ser algo prejudicial, deixando o corredor mais lento que os demais
Mesmo percorrendo uma distância maior e aparentarem ser mais produtivas, as passadas longas podem não trazer benefícios por dois motivos distintos, que acabam ocorrendo na formação da passada.

O primeiro problema consiste em pular na hora da passada, conforme se vai aumentando a velocidade. Por não conseguirem sustentar a abertura da perna com a velocidade que será imposta, muitos corredores acabam saltando, resultando em um gasto maior de energia e até uma maior probabilidade de lesão
O segundo problema acontece por oscilar muito a velocidade, além de colocar no solo primeiro o calcanhar e logo após as pontas dos pés, causando um impacto que gera um movimento de frenagem, diminuindo a velocidade imposta. Sendo assim, o melhor seria passadas mais curtas em uma cadência maior, deixando o corpo em melhor equilíbrio.


Passadas corretas

Mesmo que o melhor seja correr através de passadas mais curtas, o perfil do atleta deve ser levado em conta. A altura e a potência do corredor deve ter uma grande importância na escolha da melhor passada. Não adianta o atleta ser bem alto e tentar correr através de passos curtos. É preciso um apoio profissional para que as passadas não sejam um desafio e que ela aguente uma cadência maior
Entretanto, caso as passadas devam ser “reformuladas”, o atleta terá que realizar exercícios educativos com profissionais do esporte, ou até mesmo se autocorrigir, observando como as passadas estão ocorrendo e como ela deve acontecer (não tocando o calcanhar primeiro no solo).

Em primeira estância, o mais importante que correr com rapidez é que o corredor consiga trabalhar suas passadas da maneira correta, conseguindo além de uma economia maior de esforço, uma melhora na sua performance, já que irá correr de uma maneira mais segura, não importando se a passada é curta ou larga

22.10.10

vo2 maximo

Entenda o VO2 Máx (Por Maurício Belfante)

Este termo está presente constantemente na vida do corredor. Saiba o que significa e sua importância para os atletas


Bem conhecido pelos corredores experientes e nomenclatura esquisita para os iniciantes, o VO2 Máx. é de importância para todos os tipos de adeptos do esporte que desejam conhecer mais o seu corpo e ter assim uma melhor performance no asfalto. Conhecendo o seu potencial respiratório, será mais fácil descobrir o seu limite e os melhores treinos para aumentar o desempenho.

O VO2 Máx. é o consumo máximo de oxigênio que o atleta pode captar e transportá-lo para a corrente sanguínea, sendo assim, quanto maior a quantidade de oxigênio absorvida, maior a capacidade respiratória do atleta. O VO2 Máx. é como um motor de um carro, em que existem vários tipos de potência, como 1.0, 2.0 etc, pegando assim o combustível e transformando em energia

Contudo, não é apenas o VO2 Máx que irá ditar o destino do corredor na corrida, fazendo-o correr mais rápido ou não. É bem importante ter um ótimo potencial respiratório, porém, ele não é tudo. Mesmo ligado diretamente ao desempenho do atleta, outras áreas do corpo também são responsáveis pela parcela da performance, como os sistemas cardíaco e muscular.
Além disso, o VO2 Máx também acarreta em um melhor desempenho em provas longas, já que o fôlego será maior neste caso. Quem tem maior potência respiratória consegue correr mais tempo, dando maior suporte para as distâncias mais longas, sendo um fator determinante

Melhorando o VO2 Máx.

Como acontecem nos músculos, através dos treinos também há capacidade de aumentar o volume do VO2 Máx, possibilitando ao corredor mais fôlego na corrida. Conforme pesquisas, uma pessoa sedentária pode melhorar o seu VO2 Máx em 50%, desde que comece a praticar um esporte frequentemente e mude alguns hábitos na alimentação. Já a evolução para os mais experientes vem com o desenvolvimento gradual dos treinamentos.

Porém, com o passar do tempo, o fator potência respiratória pode começar a diminuir. Mesmo que a idade de certa forma seja um fator determinante no VO2 Máx, o corredor `mais velho´ não perde performance, correndo na mesma proporção que antes, devido seu desenvolvimento muscular.


Descubra seu potencial!

Existem duas formas distintos de saber qual é o VO2 Máx. Através de testes fisiológicos e equacionais, como o Teste de Cooper, ou pelo método mais qualificado, através do Teste Ergoespirométrico.

Com o resultado concebido através de maneira indireta, o Teste de Cooper se consiste em fazer cálculos e equações que podem chegar a um valor aproximado do VO2 Máx. Para saber o limiar é preciso percorrer a máxima distância em 12 minutos, sendo que logo após se pega o resultado em metros, a subtrai de 504,1 e divide por 44,9. O teste mais preciso é o Ergoespirométrico, já que se coloca em pauta outros assuntos, como idade, sexo e distância.

19.10.10

Sou mais humano e amoroso agora

'Sou mais humano e amoroso agora', diz mineiro 'corredor'


O mineiro chileno Edison Pena disse ter emergido dos escombros da mina San José "mais humano" e "mais amoroso" do que o homem que desceu por um túnel nas encostas de uma montanha para um turno de rotina.

Em depoimento à BBC após o dramático resgate da semana passada, o mineiro de 34 anos falou com franqueza da terrível realidade vivida pelo grupo de 33 mineiros, que passou 69 dias enterrado, sob condições extremas, 700 metros abaixo da superfície.

Conhecido como "o corredor", Pena - talvez um dos mais traumatizados do grupo - deu continuidade, pessoalmente, a uma série de entrevistas à BBC que se iniciaram por meio de cartas, quando ele ainda estava soterrado. "Por que não estou morto? Porque não é justo morrer. Por que eu deveria morrer? Por que eu deveria morrer?", perguntou o mineiro.

"Você tem alguma ideia de como é viver naquela escuridão? Você sabe? Eu não queria ficar lá. Por que tenho de ficar preso aqui? Não quero ficar preso aqui. Quero viver. Quero sair daqui", disse, relembrando os pensamentos que passaram por sua mente inúmeras vezes enquanto ficou confinado.

As primeiras entrevistas à BBC, por carta, foram vitais para o mineiro durante os dias de escuridão. Nelas, ele compartilhou com a equipe de jornalistas os detalhes da vida no subterrâneo enquanto equipes de resgate trabalhavam nervosamente para libertar os homens.

Em suas notas, transportadas pela mesma perfuração estreita por onde se enviavam suprimentos, ele contou que odiava a montanha e queria destruí-la, que corria e testava seu corpo fisicamente para tentar vencer, mentalmente, a parede de rocha que o confinava como uma tumba.

A equipe da BBC, por sua vez, respondia tentando encorajá-lo da melhor forma possível. "Destrua essa montanha. Odeie a montanha. Derrube-a com sua fúria", dizia a resposta ao mineiro.

Durante a entrevista, fica claro que o sentimento de amargura de Pena ante tudo o que sofreu é palpável e beira o delírio.

Edison Pena puxava paletas de madeira como exercício A fome intensa que sentiu durante os primeiros dias de aprisionamento - as costelas ainda visíveis na altura do peito - parece ser o que mais o assombra hoje. "Acho que, de hoje em diante, nenhum alimento será desperdiçado na minha casa. Quero dar uma grande mensagem em relação à fome no mundo. Eu nunca pensei em dar uma entrevista, mas agora acho que Deus estava nos protegendo, ele estava me protegendo, e com humildade eu não gostaria de deixar um grão de arroz ser desperdiçado em casa, por que isso é o que senti, aquela fome, e passar por aquilo novamente é demais para mim".

"É muito duro voltar da morte, é muito duro. Agora eu só quero viver, eu quero viver".

Os mineiros terão de se submeter a exames médicos regulares durante os próximos seis meses. O objetivo desses exames é ajudá-los a recuperar sua saúde e guiá-los durante um difícil período psicológico.

Os médicos se preocupam particularmente com doenças associadas ao estresse.

A cultura associada ao setor de mineração, onde trabalhadores são tidos como "durões", poderá ajudar alguns dos mineiros chilenos a superar seu trauma.

Psicólogos alertam, no entanto, para a possibilidade de que, justamente por terem a reputação de durões, eles deixem de pedir ajuda se precisarem de apoio emocional.

Edison Pena corria e fazia exercícios nos túneis Segundo os psicólogos, é possível que alguns dos homens vivenciem ansiedade, flashbacks (quando lembranças de traumas vividos no passado voltam a assombrar a pessoa no presente) e outros sintomas do transtorno de estresse pós-traumático.

Falando com franqueza sobre os tormentos vividos, Pena disse que o apoio oferecido a ele pela parceira Angélica e pelas cartas trocadas com as pessoas do lado de fora o ajudaram a suportar o sofrimento.

As palavras escritas - ele disse - lhe deram conforto na escuridão. "Fique vivo", ele dizia a si mesmo.

Em uma série de fotografias tiradas com uma câmera enviada a Pena pela BBC, o mineiro revelou um pouco da vida que viveu na escuridão. Diferentemente dos outros homens soterrados, que se voltaram para Deus em busca de apoio, Pena procurou salvação nos exercícios físicos. As fotos mostram o que fez para vencer seus demônios.

Pena corria cerca de oito quilômetros por dia na mina úmida, sob temperaturas em torno de 40 ºC. E para melhorar seus níveis de estamina (um estimulante natural do organismo) ele passou a arrastar uma caixa de madeira quando corria.

"Essas fotos são testemunhos, quero que todos entendam isso. Não quero me mostrar, não quero ficar famoso correndo. Acho que correr na superfície de novo, e ver a praia, acho que nada se compara a isso".

A reputação de Pena, como corredor, e seu amor por Elvis Presley, resultaram em convites para que ele participe da maratona de Nova York em novembro e visite a mansão de Presley no Tennessee.

Apesar de tudo o que passou, o mineiro diz que vê um futuro melhor para si mesmo e sua família.

"Agora existe luz, antes não havia nenhuma. Lá, eu tinha de andar com uma lanterna. Agora, estou feliz em estar de volta ao meu país, e com esta luz. Eu achava que não ia voltar, mas voltei e estou muito feliz".

"Sou mais humano agora. Amo mais as pessoas, acredito em tocar as pessoas. Eu me amo muito mais".

fonte: bbc

12.10.10

relato: maratona Buenos Aires 2010


O que dizer dessa maratona?
Sensacional!!
Excelente organização, pra brasileiro organizador de maratonas não botar defeito! Boa hidratação, grupos musicais, djs, e até dançarinos de tango no percurso para nos animar!!

foi minha segunda maratona, e de quebra, meu recorde pessoal por enquanto...
adorei essa prova, excelentemente organizada, clima ameno e favorável...

vivi excelentes momentos em Buenos Aires, falta muito ainda para uma maratona brasileira chegar nesse nível...





11.10.10

não tem preço

Viagem para Buenos Aires : R$ 500,00





city tour + camisa da argentina : R$ 85,00




inscrição para a maratona: RS 120,00






completar a minha segunda maratona em 3h 32´16´´
não tem preço!!



8.10.10

em Buenos Aires





hoje fui retirar os kits da maratona de Buenos Aires, domingo
além disso caminhei bastante no centro, e fiz umas pequenas comprinhas...


1.10.10

Protegido ao máximo

A corrida torna as pessoas mais fortes e resistentes a doenças e infecções. O segredo está em regular a prática do esporte com intensidade adequada, evolução gradual e descanso

(Por Sara Puerta - Edição 66 da Revista O2 )


Quantos corredores já não passaram por chuva, vento ou frio durante uma prova ou treino e tinham certeza de que no dia seguinte acordariam gripados? Para surpresa deles, nada acontece, e ainda têm uma incrível sensação de bem-estar.

Outros corredores chegam ao auge do treinamento para uma maratona e pegam resfriados a cada semana, daqueles com dores no corpo inteiro. Ou então, no dia seguinte aos 42 km, só comprimidos e cama.

A resposta para a “invencibilidade” ou suscetibilidade está no sistema imunológico e sua relação com o esporte. De acordo com Rogério Neves, médico fisiologista do SportsLab, clínica de medicina esportiva, atividades físicas realizadas duas ou três vezes por semana favorecem a recuperação do corpo após qualquer situação de estresse. A repetição do treinamento, regularmente, ajuda o organismo a se adaptar ao novo ritmo do funcionamento. “Assim, na supercompensação, há fortalecimento muscular, aumento da capacidade cardiorrespiratória e do funcionamento das células de defesa”, diz o médico.

A melhora da imunidade pelo exercício está ligada à intensidade com que ele é realizado. Em um estudo feito em 1995 pela McMaster University em Ontário, no Canadá, foram analisados os efeitos do aumento da intensidade e do volume do treinamento na imunidade, tanto em resultados imediatos como no longo prazo.

No estudo, dois grupos de seis corredores treinaram por 40 dias, divididos em quatro fases de treinamento de dez dias. O volume e a intensidade do treinamento variavam com as fases. O grupo 1 correu em volume baixo e pouca intensidade durante a primeira fase, seguido de alto volume e baixa intensidade (50% a 70% do VO2 Máximo). Na segunda fase, baixo volume (distância em que o corredor está acostumado) e pouca intensidade. Por fim, na terceira fase, volume elevado e alta intensidade (1 km com 95% a 100% do VO2 Máximo). Já o grupo 2 inverteu a ordem das segunda e terceira fases.

Os pesquisadores observaram reduções nas taxas de células de imunidade comparadas com as que deprimem o sistema de defesa no treinamento de alta intensidade e no de volume. Isso indica maior vulnerabilidade em corredores que treinam “pesado”, sendo a intensidade mais depressora da imunidade do que o volume.

No estudo também foi descoberto que o sistema imunológico se adaptava às elevações de intensidade e volume. Portanto, os primeiros dias de treino forte são mais perigosos para o desenvolvimento de alguma doença.


Defesa inteligente

Fernando Oliveira Catanho, formado em educação física pela Unicamp, explica que o aumento da imunidade pelo exercício é proporcional ao aumento da taxa metabólica. Isto é, quanto mais o metabolismo estiver ativado, mais o corredor estará protegido.

A corrida, por exemplo, quando praticada com regularidade — e de maneira evolutiva — estimula a defesa contra a instalação da Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica. “Com isso, o organismo do corredor fica naturalmente protegido de artrite e diabetes do tipo 2”, explica Catanho.

Mauro Vaisberg, médico especialista em reumatologia, medicina esportiva, mestre em imunologia e doutor em reabilitação pela Unifesp aponta que, ao defender o organismo, o sistema imunológico funciona bem e consegue evitar doenças cardiovasculares. “Com 30 minutos de corrida, ocorre uma renovação nos tecidos e proteção dos vasos sanguíneos”, observa o imunologista.

Já com alta intensidade, principalmente para uma pessoa que não está acostumada, ocorre a imunossupressão, que é a defasagem na resposta de imunidade adaptativa nas células após um esforço intenso e prolongado. Por isso, é comum existirem corredores que treinam para uma maratona e ficam gripados, com dores de garganta.

Segundo Catanho, esse é o momento de optar por um descanso reparador, repleto de alimentos antioxidantes (como chá verde e diversos vegetais verde-escuros), carboidratos (como pães e batatas), proteínas (como derivados do leite e carnes em geral) e glutamina (encontrada em carnes magras, um aminoácido essencial para o sistema imunológico).


Como a corrida protege

Ao praticar a corrida, no primeiro instante o metabolismo começa a funcionar com mais eficiência, incluindo o sistema imunológico. Assim, o exercício:



:: Age no sistema imune inato

Primeira linha de defesa do organismo, contra corpos estranhos e agentes estressores em geral, como traumas ocasionados pelo próprio exercício físico às estruturas orgânicas, como musculoesquelético, articulações e ossos.



:: Organiza os linfócitos, células de defesa do organismo

Ajuda a eliminar o antígeno, gerando maior reparação das células danificadas e maior produção de anticorpos.



:: Aumenta a produção das células Natural Killer

Essas células atuam como respostas imunes, combatendo tumores e infecções virais. As células que já estão infectadas, ao perceberem a membrana alterada, já se autodestroem para evitar a reprodução.



Guerra aos “estranhos”

Apesar de a intensidade ser a maior causa da diminuição da imunidade, o tempo de atividade também conta como influenciador, por conta do aumento da produção de radicais livres, causando o estresse oxidativo.

Esses radicais surgem do oxigênio respirado a cada segundo, e de outras moléculas produzidas no metabolismo das células. Com esse aumento de moléculas de radicais livres, a capacidade de defesa antioxidante não consegue conter os radicais na mesma proporção.

A regra é esta: se há maior contingente de espécies que atacam o organismo, com uma menor capacidade de defesa, o estresse oxidativo está instalado.

Atividades de longa duração ou alta intensidade aumentam essas probabilidades. E o excesso de radicais livres diminui a função do sistema imune

“Pane” imunológica

Em um estudo recente, conduzido pela Loma Linda University, o sistema imunológico de dez maratonistas experientes foi analisado depois de os atletas correrem por três horas até a exaustão.

Esse estudo descobriu alterações em vários tipos de células do sistema imunológico durante a recuperação. Porém, todas essas alterações, exceto uma, retornaram ao normal dentro de 21 horas depois da corrida.

Esses resultados sugerem que alterações no sistema imunológico, mesmo depois de três horas extenuantes de corrida, retornam ao normal em menos de um dia.

Para os pesquisadores, o resultado indica que elevar bruscamente a intensidade ou o volume do treinamento sobrecarrega o sistema imunológico e ainda deixa o atleta mais suscetível a contrair gripes e infecções nas duas horas seguintes ao treino ou à prova que solicitaram muito esforço do organismo. Portanto, os cuidados com descanso, alimentação e recuperação no pós-treino devem ser levados a sério e respeitados com critério, para garantir o bem-estar da atividade esportiva.

Segundo o médico e mestre em imunologia Mauro Vaisberg, essa é a chamada “janela de imunossupressão”, considerada uma pane imunológica, e dura cerca de duas horas ou dois dias após a atividade física muito intensa. É nessa hora que estão mais propensos a ficarem gripados.

Nesse estudo relatado, houve uma comparação de doenças durante a semana posterior à maratona. O resultado é que entre os atletas que treinaram e desistiram da prova, 2% ficaram doentes, enquanto que 13% dos que participaram da corrida ficaram adoentados.

Vale lembrar que em estudo publicado na revista norte-americana The Physician and Sportsmedicine, fatores psicológicos também interferem no sistema imunológico, pois também liberam cortisol e adrenalina.

Portanto, se quiser tirar proveito do esporte, o treino e a prova devem ser encarados com prazer e não como um com promisso estressante.

Vaisberg acrescenta que o descanso é essencial para complementar o treinamento. “o processo de regeneração das células dos músculos continua ocorrendo mesmo que o atleta sinta que está recuperado”, completa o médico e mestre em imunologia.